Humana

Autores: Euna Britto de Oliveira

Humana
Às vezes, minha alegria é triste... Às vezes, é minha tristeza que é alegre! A primeira vez que vi Paris não existe, porque nunca fui a Paris. Estivemos perto, chovia, Ele, gripado, disse-me: — “De outra vez você vai lá!” Como se Paris fosse ali!... Como se fosse possível outra vez, Outra vez nós dois, E Paris depois... Era com ele que eu queria ir!... Às vezes, corro atrás do perigo... Às vezes, o perigo corre atrás de mim... Grandiloqüente, a dama! Uma fama limpa é sua cama, Quem não ajunta, esparrama... Vi lama nas botas do Rei Artur, Nas rodas do carro azul... É assim que Deus gosta de mim: Verdadeira Espontânea Mediana Meridiana Humana. Milho verde, mandioca frita, Churrasco, cerveja, frango assado, chope... Nunca mais! Velas, kíries, ladainhas, miserere... Desse destino não escapam Nem mesmo os reis e rainhas... A vida sempre foi, É E será assim!... Está tudo certo, Só acontece o que Deus permite. O que não pode é o coração deserto!... Ficaria muito feio! Visto de longe ou de perto...

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