EU MAGA

Autores: Celeste Aída de Assis Foureaux

EU MAGA
Chamam-me Maga... Só se for de outro planeta. Porque aparência... Não tenho. Fadas quase sempre são loiras, Ternas, eternas e irreais... E eu, estou aqui de verdade, Com todo o meu volume e realidade. Talvez... Quem sabe, fada madrinha? Bom, afilhados, tenho alguns... Que gargalhadas dariam Ao me verem saltitando Com um grande chapéu de cone E varinha de condão, Soltando chuva de estrelas, Enorme, vestida de branco, Flores, brilhos, véu e... tamanco. Maga, fada, boa ou má... Não levo jeito pra nada. Fada má, talvez... Quem sabe? Um dia me finjo maluca, Faço maldades sem fim, Vestibular pra maldita Mas, qual nada! Ninguém acredita. E... uma fada palhaça? Essa...serei, com certeza! Das que trabalham com a alma E que talvez em sua vida Nunca tenham muita paz, Mas que... “cometem” magias, E se transformam por amor... E ao apanharem da vida Fazem troça do destino E com suas pândegas danças Fazem sorrir as crianças. Celeste setembro/94

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