Diálogo com o Vento...

Autores: Euna Britto de Oliveira

Diálogo com o Vento...
Fecha-se uma porta, abre-se uma janela. Alguém nos ajuda a passar por ela... De que cor é a raiva? — É amarela. De que cor é a vergonha? — É vermelha. De que cor é a saudade? — É roxa. E o ciúme? — É vasoconstritor, constrangedor. De que jeito é a insistência? — É cansativa e trouxa. E muita corda? — É frouxa... E a existência? — Ora é larga, ora é estreita. A realidade é misturada. Coceira na palma da mão pode ser sinal de dinheiro. E na sola do pé? — Pode ser bicho-de-pé ou capricho de mulher... Humilhação?... — Não tem nada a ver com humildade. Tem ligação com maldade. Impunidade?... — É falta de imputabilidade da pena da Lei. E auto-estima? — É dignidade já! Desengano?... — Pode demorar... ou acontecer antes de um ano! Pedestal faz gente normal parecer gigante! Gigante e outras palavras começam com a mesma sílaba, mas ao final se definem. Descobertos os interesses, explicam-se vários momentos... Só não vê quem não quer, quem não quiser...

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