INTERDITO

Autores: Aldo Brandão

INTERDITO
De tudo que não se diz calou em mim a sua imagem a sorrir desafiando meu olhar cansado contradizendo minhas palavras claras não proferidas por já não saber se você ou meus olhos tristonhos violaram sonhos que nem ouso ter. De tudo que não convinha dizer lembro do silêncio confuso furtando a certeza que lhe fora dada sem ser proclamada, para não me ver no abismo desse olhar difuso, perdido entre palavras frágeis, que suas verdades ditam para você. De tudo que não pôde ser dito, não quero me lembrar de nada: alheio a qualquer palavra, grito! Sem me preocupar com a estrada... (que ela seja apenas rastro, comparsa desse interdito) passo.

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