Pax

Autores: Euna Britto de Oliveira

Pax
Lá vem a PAZ em grandes letras!... O sonho que não coube dentro da noite está para acabar... Uma por uma, amontoei lágrimas, conservadas a seco durante anos... Àquele que faz acontecer, ofereço-as em forma de letras... Meu coração andou doendo abismos... Logo, logo, essa dor será de ontem. Minha santa francesa é Tereza, a do Menino Jesus e da Sagrada Face. Louvado seja Deus em minha fragilidade! Um medo mais forte pode me partir ao meio! Procuro a torre mais próxima como se fosse o primeiro seio, e mamo o leite incriado de Deus atravessado em minha frente! Amanhã dormirei mais. Hoje, permaneço assentada. Minha cama está fria, vazia, obscura e óbvia, estreita.

Belo Horizonte - Janeiro de 1985.

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