Puxando o fio da meada...

Autores: Euna Britto de Oliveira

Minha prevenção contra os domingos não acontece aqui, onde nem me lembro que dia é! Sem referências, permito-me reminiscências... Chove em minhas pernas, do lado de fora da rede em que me balanço, num arremedo de pássaro... Até a chuva é morna, nesta tarde de verão. Lembro-me da Estatística, que classificaria como morna a mulher que tem a cabeça no forno e os pés na geladeira, ou vice-versa. Meu vice-verso é para um mosquito, o borrachudo, o fincudo, que parece um kamicaze quando ataca, agressivo, decidido, inconseqüente!... Em vôo certeiro, pica a gente, interessado em sangue. Desaforado, ainda liga a sirene... Que veneninho tem o maruím pra ter picada tão ruim? Por que Deus fez os mosquitos? E as baratas, que sobrevivem até à bomba atômica? Algumas cobras são gentis com suas crias... Quem entende?

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