Interpretando uma cor...

Autores: Euna Britto de Oliveira

Não sei se é coisa minha ou se é coisa emprestada, só sei que agarrei um medo. Estou do tamanho do mar... Vem uma embarcação e quer me derramar!... Só que minha água é vermelha, igual à tinta do vidro que se espatifou no degrau. Igual ao colorau que escapuliu da minha mão, metade ficou na carne, metade espalhou-se no chão... Recolho-me. O recolhimento é minha primeira invenção.

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