Jeito

Autores: Euna Britto de Oliveira

Feito caldo de feijão, fervo e esfrio, na mesa de um rei sem riso e sem fome. Na madrugada, a lua. Estou perdida... Começando tudo, e não acabando nada! Nunca comi caviar, mas ainda quero provar! Nunca fui a um motel. Existem tantos!!!... Mas o lucro deles não deve ser abençoado... Não falo com boca de soberba, pra não ser castigada! Quero ir não! As pessoas dormem, adultos roncam, crianças ressonam, e os motivos de alegria permanecem os mesmos, em qualquer tempo. Nas rodoviárias, o entra-e-sai de gente, que se desloca, por mil e um motivos!... Êh, mundo velho! Tirado do berçário cósmico!... Coitada da humanidade! Como pode viver assim, tão cheia de saudades do paraíso, mas tão sem juízo?!... Através de imitações, acertos e erros, vai seguindo e aprendendo!... Até esvaziar seus dias e desocupar seus guias!...

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