Marginalidade

Autores: Euna Britto de Oliveira

Dissociada, a sociedade treme. Alienada, a sociedade geme. Articulada, a necessidade trama. Desassombrada, ela ataca e toma. No dedo de Madame está o pão de meus filhos, o remédio ou o hospital. Na sala da família há tudo de que eu precisava pra morar, Deus é o Juiz. Hoje, eu sou o marginal, querem-me morto e calado, querem-me preso e parado. Não, eu não sou louco. É que de tudo que há de bom, não recebi, ou recebi muito pouco! Nem carinho, nem escola, nem caminho. E tive acesso à droga!...

"Abrir Escolas é fechar Cadeias." "Adote seu Filho, antes que um marginal o adote!"

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