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Autores: Euna Britto de Oliveira

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Uma pequenina aranha caminha sobre as flores que cobrem seu corpo inerte, sobre a decoração de crisântemos amarelos e brancos, acrescida de palmas de santa rita, rosas vermelhas e brancas e florinhas vermelhas dos jardins de amigas e vizinhas... Eu pelejo para retirá-la e não consigo, porque é esperta demais! Tento outra vez, e outra vez... E foi como se eu o ouvisse dizer: — “Deixa a arainha aí, Euna!” Não ouso mais. Uma arainha foi enterrada viva com meu pai, talvez representante das vidas que ele defendia em vida e não deixava ninguém esmagar! Isso faz tempo!... Foi a 21 de junho de 1981.

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