Nada Impede a Beleza

Autores: Euna Britto de Oliveira

Nada Impede a Beleza
Tenho meus mecanismos de fuga, pressinto abismos... Estou em vias de resvalar, sozinha, do alto do morro, onde se morre de frio, até o vale dos desvalidos, de temperatura ideal. Sou colega da garça, do tigre, da corça selvagem, do antílope... Uma macaquinha de circo, vestida de saia e touca, faz gracinhas para o meu riso... Uma cadelinha de olhos esbugalhados pede-me, com o olhar, para ser minha. Tem tantas pulgas, a pobrezinha!... Às vezes desobedeço o meu coração, o resultado é a frieza. Outras vezes, obedeço-o, e o que aparece é a beleza! Nada impede a beleza que o coração pede!...

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