O Dia C
Autores: Euna Britto de Oliveira
Dói!!!...
Emoção, absinto, opressão.
De onde sempre vem,
veio outra vez a negação!
Se ponho a mão no peito,
sinto-o.
Quando estou de pé,
meu coração é um
pêndulo
perfeito!
Mas... conforme a cama em que me deito,
autônomo,
ele bate
porque não tem jeito!...
Tão sem futuro o coração!!!
De tanto bater,
rebater e debater-se,
um dia,
vai aquietar-se
e se aninhar no chão.
Sumir de mim,
não posso.
Mas posso solidarizar-me
com meu coração:
Eu irei toda com ele!
Meu coração se derrete fácil...
Facilmente virará semente
de outra solução!
E adubará a terra,
de onde se desterra
todo o mal
com uma canção!...
A flor que nascer de mim,
ofereço-a a quem tiver amor!
De tanto se esconder,
essa dor dá a impressão de não ser.
Afasto os músculos e mostro a solidão.
Quantas vezes o perdão?...