Caminhante

Autores: Euna Britto de Oliveira

Caminhante
Recebo a profecia em meio a média agonia. Posso desviar? — Não posso. Poderia adivinhar? — Não poderia. Refaço a trilha sagrada dos que têm pés e carinho... Forçoso é ver de noite o que não se enxerga de dia!... Abro os olhos devagar, não sou esperta nem astuta, sou velha de mundo e deserta, sem conselhos para dar, sem casos para contar, e umas contas para pagar... Sem piano e sem pandeiro, durmo em qualquer travesseiro, e minha parte mais sã é a boa-vontade. Mas se me convidassem agora para conhecer o Kilimandjaro, eu não conseguiria partir!... É uma emoção ver-te sorrir! Que grande poder é esse de poder preferir!...

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