A casa da alma é frágil

Autores: Euna Britto de Oliveira

A casa em que mora minha alma é frágil Se fosse dos três porquinhos Palhaço, Palito e Pedrico Seria de palha, a do Palhaço Meu corpo é de carne e osso Carro é que tem peito de aço Conforme o caminho eu não passo Vi estilhaços de balas perdidas nas praças Onde costumam brincar crianças O fogo que consumia a floresta amainou Ficou só uma fumacinha… As casas em que já moramos Lembro mais dos quartos do que da cozinha A cantoria dos pássaros soltos Todo dia bem me vê Será que já te vi o que tinha de te ser? Aquele ao qual a moça se afeiçoara Mudou de endereço, sumiu E por tanto tempo ficou distanciado Quando reapareceu Ambos eram outros A atração O interesse acabara Que ninguém morra de amor Nem Romeu e Julieta se querem mais 28/20/2017

Comentários

Ainda não há comentários.