Furta-cor

Autores: Euna Britto de Oliveira

Furta-cor
Olho com olhos marrons o mundo verde, azul, branco, de todas as cores... iluminado! Alguém me magoou. Meu coração se reveste de um manto de desânimo, distribui o sangue devagar pelo meu corpo e às vezes ferroa. A sensação, nessa hora sem norte, é de estar como que perdida em canaviais que avistei da janela do avião ou vi pela televisão. Folhas, trilhões de folhas iguais numa extensa planície mais desnorteante que o próprio oceano... Vontade absurda de cavar um buraco no chão e sumir!... Desamor é assim – mata com morte temporária. Depois, o amor nos toca e revivemos! Contentes, saltitantes, vestimos cores gritantes!... Como se Deus nos repetisse: — “EU NÃO LHES DISSE QUE SOU ETERNO?...”

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