No Blanço...

Autores: Euna Britto de Oliveira

Estendo minhas mãos para o alto, Estou mais baixa, sem salto, E as luvas de Deus neste dia são azuis. Ele retira Suas luvas e segura minhas mãos frias e vazias com o morno de suas mãos! Meu coração descansa de toda e qualquer ansiedade. A voz que fala é a d´Ele? Deleto vozes e opções contrárias. Quem está livre sou eu E a borboleta amarela que sobrevoa o meu sim!... Livre de enganos. Há um campo de batalha. Nele, digladiam a luz e a escuridão. No mais profundo poço, Alguém sobe em seu perdão. Perdão é escada segura, pura; Redime e cura!... Não sei o que há de ser. Ninguém sabe, mas há quem pense que sabe. Sobe, minha voz, e dá Graças a Deus Pelos minutos-séculos e pelos séculos-minutos que vivenciaste, Enquanto flores balançavam, cada uma em sua haste!... Já passei por tantas pontes, Já cruzei tantos caminhos, Já desconstruí tantos muros, Já fiz mil e um carinhos!... Tive tantos livramentos, que nem sei!... Para estar aqui neste momento! Não deve ter sido em vão. A vida, pré-concebida, provém , move-se... E volta para Deus.

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