Super Ação!

Autores: Euna Britto de Oliveira

Super Ação!
Desde que o mundo é mundo, As pombas são simples E as serpentes, prudentes. Nem simples como as pombas, Nem prudente como as serpentes, Sou mais provavelmente imprudente, Apesar dos belos avisos, modelos e exemplos! A poesia fraca veste-se de casaca para o evento. O primeiro lugar e todos os outros Serão premiados com o vento... Em sofá de espuma e ventosas, tomo assento. Por tempo indeterminado, fico presa a ele. Sou plateia e assunto. Preciso saber da lua qual será sua próxima face, sua próxima fase... A lua sempre provoca frases... É estampada de azulejos portugueses a saia longa que comprei – azul e branca. A que afoguei na lagoa por um boa causa, também era azul e branca, mas muito menos bonita! Tudo o que começa, acaba. Acaba bem, mais ou menos, ou mal. Há dias bons, em que tudo flui às mil maravilhas, E há dias maus, Em que tudo parece conspirar contra a criatura. Há noites tenebrosas E noites deliciosas. Relacionamentos começam com um encontro, Interesse, encantamento, E um dia acabam, Com guerra, indiferença ou em paz. O interesse diminui, desaparece... Encontros marcados são ignorados, Distanciamento, esfriamento, estranhamento... A cura do vazio e da solidão é arte que faz parte do existir: Aceitação, Perdão, Superação! Um casal, para viver bem, não pode viver mal. Enquanto isto... Entediado, alguém me diz: — “O mundo é assim, e assim vai... A vida toda!... Não fui eu que fiz o mundo.” (Penso comigo: — Ainda bem! O que Deus faz é perfeito!) Nada detém a vida, Não há um ponto de estrangulamento. A vida passa por cima de tudo, Inexorável, E vai... Quando se pensa que acabou, Ainda tem mais!... As coisas dentro da vida acabam. Mas a vida, não. A Vida é Super Ação!

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas.” (Mateus 10,16-23). BH, 25/08/2013

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