Escudo

Autores: Euna Britto de Oliveira

Escudo
Vou procurando, curando... curando... Ando... ando... ando... A cura é cara ou barata? Quero-a! Do corpo, da alma, da mente, do coração, De tudo! Procuro por toda parte a paz que está dentro de mim. O fingimento do mundo, O fugimento do fim... Jorra o sangue, a partir do coração... Quem não é uma equação? Palavras têm o poder de mudar vidas, Para melhor ou pior. Palavras têm o poder de unir ou de afastar pessoas... O texto já está escrito, A bala já está na agulha! Disparo? Paro, penso, sigo... Outra vez, ajo, reajo! Viajo... Sigo... Penso... repenso... paro. Não disparo. Escrevi, desabafei, mas não enviei o email. Contive-me. Aliás, enviei-o para mim mesma! O mundo é massa e é pesado. Mas passa. Se eu disparar a arma, antes de atingir o outro, A bala de minha própria arma atravessa o meu escuro, Bate na luz do outro, em seu escudo, Ricocheteia, Volta, E me trespassa!... Não me escondo. Escudo-me.

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