As menores coisas

Autores: Euna Britto de Oliveira

As menores coisas
Facilmente nascem folhas e flores nas fendas do paraíso... São tortas as formas de se chegar lá, por isso mesmo torturam. “Office-boys” entregam encomendas aos destinatários, e os interesses atraem as pessoas, tanto quanto os desinteresses as desviam dos alvos descartados. Ser humano é ter de conformar-se com o finito e confortar-se com o infinito. As voltas que o mundo dá, as perdas e os ganhos, os nervos à flor da pele, a alma com dor de dente, o corpo pedindo quente um gesto de amor urgente!... Dá-se um jeito! Em alguma cama solitária está nascendo um feito, em alguma conta bancária estão nascendo peitos... Cristais de quartzo... como é mesmo o nome daquele negócio?... Lembrei! É caleidoscópio! Dançam e se ajeitam artisticamente em rosáceas, coisinhas minúsculas e sem importância, cujo único pré-requisito é o de serem coloridas... Forças de mim, agrupai-vos! Preciso de todas vós! Viver é muito meritório. Publico folhas de mim. Reservadas, só as mais claras! Quando fragilizada, nutro-me com mel, mil gostos de valentia, mil gestos de serventia, leite, fruta e pão. De sobremesa, algum SIM, em vez de NÂO.

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