Medo

Autores: Euna Britto de Oliveira

Não sei por onde começa o fim. Deve começar pelo princípio... De mim distantes todos os mangues E as mãos de todos os catadores da gratuidade do mar, A esta hora, não sei por onde se arrastam os caranguejos... Lavar roupa é fácil. Difícil é lavar a alma! Há quem deva 33 moedas, 33 mil, 33 milhões de euros, dólares, reais, ienes... Há os credores de tais valores. Nas feridas, bota-se o dedo. Medo.

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