Obeliscos

Autores: Euna Britto de Oliveira

Obeliscos
Falo o pré-histórico: o homem da caverna corre atrás da caça e com lasca de pedra sangra a presa e corta-a. Alimentar-se é preciso! A fome é pré-histórica, o falo é pré-histórico. Obeliscos beliscam o infinito... Água de alambique amolece vontades... O belo e a verdade sempre foram oferecidos aos homens. Vi tesouros hititas e sejucidas, palácios otomanos, construções monumentais, templos gregos e ruínas do tempo em que a humanidade já era a humanidade, empreendia a guerra e dominava os fracos, apreciava o ouro, o mármore, as artes, as esculturas perfeitas, o luxo, o poder!... Zonas sísmicas não fazem cismar os espíritos de aventura e os que não têm onde morar... Constróem sobre passados e futuros tremores de terra, o que interessa é o presente! Passa de mão em mão um baralho com desenhos de cenas eróticas de antigos amantes gregos e seus costumes pagãos... Os gregos eram fortes e instintivos, atléticos, criativos... Passado de grego! Presente de grego?...

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