Reinventando a roda...

Autores: Euna Britto de Oliveira

Faço força para rir da graça que o palhaço não faz. Esforço-me para não rir da gafe que o ricaço faz... Trava como um cravo o gosto do mês sem gosto. Desempobrecer seria melhorar de vida Ou realmente enriquecer? Desinfeliz não é feliz, É infeliz mesmo. "Estrelíssimas", as lembranças boas!... Estrelitza, uma flor que as Floras vendem E eu plantei mas não rolou... A invenção da roda remonta aos primórdios da humanidade. A invenção da poda, nem tanto. A invenção da moda, mais pra cá ainda!... Desde que o mundo é mundo, Todos os viventes procriam por instinto. Que trabalhão, inventar e ensinar o Esperanto! Língua acessível, o Inglês mostrou que já estava pronto Para ser usado, ensinado e compreendido por todos!... Milênios separam as rodas do carro de tração animal Das rodas de liga leve. Na roda dos amigos, A saudade deveria ser breve. Brincam com bolas de neve os ursos polares... E os macacos da Amazônia, com as frutas mais redondas... Rolam de tanto rir, as crianças bem-amadas. As mães dos palhaços, muitas vezes, choram... A necessidade ronda a humanidade Com seu séquito de carências... A casa do esquimó é pequena, de gelo e arredondada. Roda de capoeira E a poeira dos pés dos escravos... Sem mais rodeios, Um pingo é redondo E pode ser letra. Se facilitar, Quem vai a pé e dá a volta por cima Pode chegar primeiro ao próximo mês de janeiro!... Roda viva é a vida. Roda, pião!...

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