Pronto!

Autores: Euna Britto de Oliveira

A curvatura da terra, A curvatura do acaso, As curvas do corpo, O corpo nota dez!... Era nas coisas curvas que eu pensava... Mais abstrato que os números, Pareceu-me o futuro. A casa de arcadas Foi por minha causa, Eu que gostava de arcadas. Parei de gostar. Faz mal não, A casa parou de ser nossa. Meu é o gosto também por mesas redondas, Globo, mapa-mundi, Ilhas fluviais, Pedras no meio do rio, Chuva de pedra, Açucenas... Planto outra vez girassóis, Mas não consigo unir desafetos... É mais fácil entender a vida Do ponto de vista místico. Aí, agradece-se a provação! É sinal de consideração divina, pois "Deus castiga aqueles que Ele ama." Quem sou eu pra dizer Que tudo é do jeito que não deveria ser?!... Estende-se a terra em vales, abismos e montanhas... Entre uma montanha e outra, Estica-se um fio. Sobre ele, tento equilibrar-me! A travessia é penosa. Cor-de-rosa faz bem para a aura. Comprei um vestido vermelho e outro branco. Cada cor é boa para uma coisa... Bom, professor, Bom professor, Rubens Romanelli e suas palavras em Sânscrito, Mas sobretudo em Latim... Pequena homenagem a um grande Mestre Que um acidente calou... Quanto ao outro homem cujo nome Soa parecido com carvão, Passa a impressão de que leu demais Mas misturou tudo em sua cabeça, Não diz coisa com coisa. Pobre homem engaiolado, ex-bajulado, Ex-forte como um leão!... Até posso, mas não devo Confessar publicamente certas coisas. No Juízo Final, Todos vão saber de tudo sobre todos, Verão que minha alma é simples. Pronto!

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