Falo por mim

Autores: Euna Britto de Oliveira

O meu jeito de inventar é intuitivo e espontâneo. Fico quietinha. Depois, tomada! E vou tragando, dragando... Trazendo da fonte infinita o pouco que me cabe Na medida que me baste A areia que cabe em mim... Então, despejo... Para tornar a dragar, dragar, dragar... Os deuses me servem néctar que eu tomo Com conhecimento e prazer. Plena de consentimento, eu os deixo fazer... Pois se eu não os deixar, Vêm fantasmas em seu lugar: Pesadelos, culpas, medos... Ai de mim!... Se os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz, E uns ou outros me escolhem, Conforme o que sei, o que estou... Depois dessa escolha é que eu sou. A fim de afinidades... Ai de uma boa parte de nós, Ai de todos nós! Responsabilidade!...

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