Crivo

Autores: Euna Britto de Oliveira

Onde estão os corações que gostavam de mim, mornas montanhas em que eu podia me escorar?... Às vezes sei. A vida estremece minhas entranhas e me faz medo a névoa de seus monumentos!... A minha árvore ginga tão bem dia de ventania!... A minha mão escreve tão bem dia de agonia!... A força que me empurra desemperra essa engrenagem, escrava porque quer, escrevo porque quero! A sorte é um trevo, é um cravo, e trevo é folha ou não é, e cravo é flor ou não é. Até hoje, tudo que fiz foi por amor, por falta ou por excesso de amor...

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