Batizado de boneca
Autores: Euna Britto de Oliveira
“Eu te batizo na água corrente...
Juro que nunca vais ser gente!!!”
24 de agosto de 1983,
estou em Estado de Graça,
embriagada de felicidade,
catando pedras roliças
no cascalho rolado
extraído do leito de um rio,
para a menina bonita
fazer bonecas de “epóxi”...
O nome da única boneca
que restou da minha infância
é Baiami.
Ela é essa aí!...
Eu adorava bonecas!...
Até hoje, amo Baiami,
que me acompanha,
onde quer que eu more.
Faz parte da minha vida,
faz parte da minha história...
Para mim, Baiami é vice-gente!