MEU TAND DE ESTIMAÇÃO
Autores: Celeste Aída de Assis Foureaux
Tez morena, olhar terno se sobressaindo
O fazem ser alguém sempre bem-vindo
Sorriso largo e solenemente franco
Envolve o cabelo negro que já se faz de branco.
Branco de prata, branco de vida, branco de paz,
Talvez gerado por curiosidade tenaz.
Esse querer saber que constantemente rola
Vai aumentando como neve que se embola,
Faz a sua vida seguir logo em frente
E faz tudo ao derredor parecer premente
Para alcançar de vez o topo dourado da vida
Que lá, vai valer a pena ser vivida
Porque foi feita de amor e honestidade...
E não importará sua avançada idade
Para lembrar sua infância e se enternecer...
“Todo dia a mesma coisa,” sua mãe a dizer.
E então perceber que não viveu em vão,
Que foi um tempo feliz, guardado no coração!
Celeste
setembro/94