Viagem na maionese...

Autores: Euna Britto de Oliveira

Viagem na maionese...
O que mais existe neste mundo São carinhos pra ninguém. Falta de endereço Falta de interesse Desencontros Desinteresses... Há luz lá em cima Mas não chega aqui! Impedem a luz, Tal qual as nuvens, nossos Estratos Nimbos Cirros Cúmulos... Saturada, pesada, Nossa estagnação. Sumidas estrelas Esteiras assumidas Salas imensas imersas no tempo Palácios que não localizo, mas visualizo... Na boca da noite, o gosto de mistério. Queria ser forte como a braúna, Essa madeira que dura mais de duzentos anos!... Mas não sou. Ganho um bombom de uva Que por dentro é verde E por fora é cristalizado e branco; Um outro, de chocolate... E tomo um suco de cacau. O bolo recoberto de marzipã Do casamento da morena tinha três andares... Deu sorte, esse casamento! As festas não dão garantia. A falta de festas, também não! Onde andarão as noivas dos casamentos sem bolos?... É provável que muitas ainda estejam casadas. Embolam-se em minha memória os vestidos rendados com Os fraques dos homens fortes que não agüentaram nem dois anos de casados. Já é tarde, preciso dormir, tenho muito o que sonhar!... Seria tão bom se todos tivessem carinhos pra receber e pra dar... E quizessem... E sempre pudessem receber E sempre pudessem dar!... Mas ainda não é assim! Será que um dia o será?... Será que o problema está no SEMPRE? Não sei localizar, mas parece que está!

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Informações oportunas (Fonte: Google): Estratos – St (vem de stratus, isto é, espalhado como um lençol) são nuvens típicas dos crepúsculos. São baixas, alongadas e horizontais. Aparecem em camadas uniformes, sem estrutura visível (aparentando nevoeiro bem alto). São constituídas por gotas de água ou, se a temperatura for muito baixa, por partículas de gelo; sua precipitação característica é o chuvisco (precipitação muito uniforme em que as gotas de água, numerosas e pequenas, parecem flutuar no ar, cujos movimentos acompanham). Cirros – Ci (vem de cirrus, cacho de cabelo, franja — como a penugem de aves —) são as nuvens mais altas, são delicadas, brancas, fibrosas, geralmente esbranquiçadas, com aspecto de penas ou flocos de lã. Para alguns, lembra um “rabo de galo”. Pairam à altura média de 9 km. Nimbos – Ni (vem de nimbus, nuvem) são nuvens espessas e escuras; geralmente desfazem-se em chuva. Situam-se a menos de 2 km de altura. Cúmulos – Cu (vem de cumulus, que quer dizer, montão de nuvens) são nuvens arredondadas no topo, majestosas, com o aspecto de montanhas de algodão, de base plana e quase horizontal. Indicam bom tempo e distam 1 a 2 km da superfície do solo. Quando na parte superior dos cúmulos muito desenvolvidos se forma a bigorna, constituída por granizo, neve ou gelo, obtém-se um novo tipo de nuvem, o Cumulonimbo – Cb.

Comentários

Ainda não há comentários.