Alvo

Autores: Euna Britto de Oliveira

Alvo
Flechas de fogo, famintas, Voam em minha direção. Uma multidão de sim(s) Que querem dizer – não!–. Quem pode com a traição? Estou em estado de Poesia, Parece estado de graça. Nada me atinge, A não ser minha própria sintonia. Penso no Pai, Chego pra lá, um pouquinho, E, sem dizer –ai!–, O mal passa... O mal deixa rastro. Ao longe, Vejo a fumaça... O mal deixa resto. Bem próximo, Noto uns estragos... Nada que Deus não conserte, Com seus amorosos afagos... Muitos de nossos pecados Já estão pagos. Alguém rasgou o documento de dívida Que existia contra nós!

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