MORTE PREMATURA

Autores: Mena

MORTE PREMATURA
A capela modesta do arraial Branquinha, pintada de cal Tinha portas azuis cor do céu E no altar uma imagem angelical. Guardava os segredos dos fiéis. Naquela paz duradoura Gente entrava e saía Assistia à missa e ao batizado Às novenas e aos enterros Ora era alegria; ora nostalgia. O bebê agora era cristão Mas não teve na vida o cuidado Dispensado a todo cidadão Parte, segundo o costume, adiantado. Um acontecimento de toda a região. E o fato se torna público Um caixão tosco e forrado De pano azul ruim e descorado Leva uma criança encoberta Com flores campestres, na certa. E a vida do bebê Mal começara já fora Mas não se sabe de quê Dor de barriga? Talvez mal dos sete dias... E agora o que levou o bebê?

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- A Autora, de Brumado - Bahia, é colaboradora efetiva do Site para Escritores: www.recantodasletras.com.br

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