Compulsividade

Autores: Euna Britto de Oliveira

Compulsividade
Simpatizo comigo, Com o meu jeito de ser, Com a minha coragem pra lidar com os problemas. E com os filhos que tenho, Que são mais que meus emblemas!... Tenho uma paciência grande, Mas não é infinita. Até a paciência de Deus, Conforme a hora, Dá sinais de querer acabar! Há momentos em que Ele é obrigado a pesar a Mão, Apesar da Sua Paciência infinita. A humanidade não tem freio... Gostaria muito de ganhar o dom da moderação! Pra ser moderadora e modeladora de mim mesma! Preciso desse dom Pra me curar da compulsão. Enquanto não o tenho, enquanto não o recebo, A vida vai me corrigindo, Não me socorrendo, Porque ela é justa, De uma justiça dura! E... "A Justiça não socorre os que dormem." Talvez a própria paciência esteja na base disso, Dessa minha tendência a impulsos, À compulsividade, Porque tudo demais é sobra, Até paciência demais é sobra... Condescendente com os outros e comigo mesma, Vou permitindo, vou deixando, vou consentindo... E acabo dormindo, Dormindo para atitudes que deveria ter tomado há tempos!... Aí, vem a Justiça e me acorda! Fico esperta! Quem me viu e quem me vê Não acredita que eu seja a mesma! Sou, sim! Só que uma estava dormindo... E a outra está alerta! Mas sou, todas as duas, Aberta!

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