Autocura

Autores: Euna Britto de Oliveira

Autocura
Uma poesia densa me encobre a alma. Recobro em taquigramas O monograma da minha calma. Tenho fermento nas mãos, A planta que toco, Amanhece, cresce, floresce!... Tanto investimento! Mas resiste o que é pequeno, O seu lado de dentro... Um sopro de liberdade Evade da flauta de Deus. Desprende-se Do ramo Da árvore Uma Folha... A que deve cair Aqui e agora! É solene a queda de uma folha!... É um recado em verde, marron, amarelo ou dourado; Aprendido, repetido, reciclado. Pratico a beleza dos pensamentos e dos sentimentos, E isso me desenvenena...

Belo Horizonte, 1992

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