Vaga luz...

Autores: Euna Britto de Oliveira

Vaga luz...
Um vaga-lume atravessou o quarto em que me encontro. Sou “vidrada” em vaga-lumes!... Quanto mais belas do que eles devem ser as almas Que carregam e espalham a luz!!!... Meus versos são meus vaga-lumes – morenos, pequenos... Mas quando se acendem, pego-os! De preferência, com uma caneta e qualquer papel. Ou deixo-os fugir para sempre...

-------------------------------------------------------------------------------------------------- Ilustração: Vaga-lume --------------------------------------------------------------------------------------------------- Informação: Como funciona a luz do vaga-lume? É um fenômeno químico chamado de bioluminescência. Ele resulta da oxidação (processo em que um átomo perde elétrons) de uma substância combustível produzida pelo próprio vaga-lume, a luciferina. Ela é uma substância vital que gera energia (em forma de luz) para a sobrevivência do animal. É uma luz fria, não tem radiação infravermelha apreciável. São três espécies de besouros que possuem órgãos luminescentes, destacando-se os representantes das famílias Elateridae e Lampyridae, conhecidos como "pirilampos" e "vaga-lumes". Nos vagalumes, a luz resultante é de uma cor esverdeada. Ela serve como meio de comunicação entre os insetos: afugenta os predadores e atrai parceiros para a reprodução. Por isso, mínimas variações (cor, intensidade, freqüência) são encontradas nas diferentes espécies. Fonte: Élio Corseuil, professor de entomologia da PUC-RSva

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