Pequenos recessos do chão
Autores: Euna Britto de Oliveira
Belo Horizonte, 22 de novembro de 1980 ----------------------------------------------------------------------------------------------------------- Ilustração: Tocha Olímpica Fonte: Google A primeira aparição da Tocha Olímpica aconteceu em 776 a.C., quando foram realizados os primeiros Jogos. De acordo com os historiadores gregos, houve um sacrifício de uma centena de bois a Zeus, e um sacerdote permaneceu dentro do estádio com uma tocha erguida. No final da prova da maratona, o vencedor acendeu, com a Tocha, o fogo do altar para o sacrifício dos animais. E, em honra a Zeus, a chama só foi apagada no fim dos jogos. A Chama Olímpica era tão sagrada na Grécia Antiga que as virgens dedicavam suas vidas para mantê-la acesa até a eternidade. Para isso, elas utilizavam um crisol (recipiente usado para experiências químicas) com grama seca no seu interior para concentrar os raios solares e acender a chama. Em 1896, cerca de 1500 anos depois do imperador Teodósio II ter ordenado a interrupção dos jogos, o francês Pierre de Fredy - o barão de Cobertin - reiniciou a tradição desportiva coordenando os primeiros Jogos Olímpicos modernos, em Atenas, na Grécia. Na ocasião, a cerimônia de acendimento da Pira Olímpica por intermédio da Tocha foi reavivada e, desde então, a chama olímpica fica acesa do início ao fim dos jogos. Na Era Moderna, o significado da Tocha Olímpica ganhou um novo valor. O revezamento de atletas para conduzir a Chama Olímpica ao redor do mundo não representa apenas o ato simbólico de passar a Chama Olímpica de mão em mão, mas sim a celebração da passagem da chama sagrada de um lugar para o outro. A chama agora simboliza a luz do espírito, o conhecimento e a vida.