Linhas

Euna Britto de Oliveira

Olho as linhas das minhas mãos.
Será que querem dizer mesmo alguma coisa?...
Será que o passado e o futuro
Estão codificados na carne,
Inscritos com estilete finíssimo,
Manipulado por mãos invisíveis;
Código que uma cigana
Também invisível se recusa a ler?
Eu digo que minhas mãos já se fecharam muitas vezes,
Para segurar alguém ou alguma coisa;
E muitas vezes se abriram para soltar ou doar...
Pelo menos isto, essas linhas contam!...

Ai, que masmorras e que muralhas tão altas
Tem a consciência!
Ai, que cabelos tão brancos
A paciência tem!...

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BH, 10/04/1980

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Sinceros agradecimentos pela preservação da Autoria.